Dr.
Matheus Gonçalves
Atendimento humanizado em urologia, com explicações claras e decisões compartilhadas.
Artigos recentes

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o crescimento não canceroso da próstata com o envelhecimento. Pode comprimir a uretra e alterar o esvaziamento da bexiga. É muito frequente — mais da metade dos homens acima de 60 anos têm achados compatíveis — e existem tratamentos eficazes quando os sintomas atrapalham sono, trabalho ou qualidade de vida.

Sintomas que sugerem HPB

Sintomas semelhantes podem aparecer em infecção, estenose uretral ou alterações neurológicas; por isso a avaliação médica evita automedicação crônica.

Como o urologista avalia

Tratamento conservador e medicamentoso

Homens com sintomas leves podem apenas observar com retornos programados. Quando há impacto:

Procedimentos minimamente invasivos e cirurgia

Quando medicamentos falham, há retenção urinária aguda, cálculos por resíduo, infecções de repetição ou hidronefrose, consideram-se opções como RTU prostática (ressecção transuretral), técnicas a laser (HoLEP, GreenLight), ureterotomia ou implantes/procedimentos de preservação (UroLift, vapor de água) conforme anatomia e preferências.

A decisão pesa benefício duradouro versus riscos de incontinência, sangramento ou impacto sexual — temas tratados abertamente na consulta.

HPB e câncer de próstata: não confundir

HPB não vira câncer, mas a consulta urológica é o ambiente certo para manter rastreamento e investigação de PSA elevado, se existir.

Perguntas frequentes

Preciso operar se o PSA subiu um pouco?

Nem todo PSA elevado indica cirurgia por HPB. Cada número deve ser interpretado no contexto clínico.

Remédio para próstata “vira vício”?

Não. Interromper sem orientação pode piorar sintomas; revisões periódicas ajustam a necessidade.

Quer orientação individualizada? Agende uma consulta com o consultório ou veja as linhas de atendimento.

Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica, diagnóstico ou tratamento. Em caso de sintomas agudos, dor intensa, febre ou sangue na urina, procure atendimento presencial.

O PSA (antígeno prostático específico) é um exame de sangue que mede uma proteína produzida pela próstata. Ele é útil no acompanhamento da saúde prostática, mas não é um “sim ou não” para câncer. Interpretar o PSA exige contexto: idade, sintomas, medicamentos, infecções recentes e exame físico.

O que é o PSA e por que ele existe

A próstata — glândula do tamanho aproximado de uma castanha, situada abaixo da bexiga — produz parte do líquido seminal. Pequenas quantidades de PSA escapam para a corrente sanguínea o tempo todo. Valores mais altos podem aparecer em situações benignas (próstata aumentada, inflamação) ou em doenças que merecem investigação adicional.

Quando considerar pedir o PSA

Não existe uma regra única para todos os homens. As sociedades médicas recomendam decisão compartilhada entre médico e paciente, levando em conta:

Limitações importantes (para evitar ansiedade desnecessária)

Um PSA “normal” não garante ausência de doença; um PSA “alto” não confirma câncer sozinho. Exames complementares — repetição do PSA, relação PSA livre/total, ressonância multiparamétrica, biópsia quando indicada — existem justamente para refinar a hipótese.

Infecções urinárias, massagem prostática recente, ejaculação nas 48 horas anteriores e procedimentos na região podem elevar transitoriamente o valor. Por isso, o urologista costuma correlacionar o exame com a história clínica e o toque retal quando apropriado.

Como preparar-se para o exame

Perguntas frequentes

Preciso de biópsia se o PSA subiu um pouco?

Nem sempre. Depende da curva ao longo do tempo, da densidade de PSA, dos achados de imagem e da sua preferência após entender riscos e benefícios.

O PSA serve só para câncer?

Não. Também ajuda a monitorar hiperplasia prostática benigna (HPB) e prostatite, além do seguimento após alguns tratamentos prostáticos.

Quer orientação individualizada? Agende uma consulta com o consultório ou veja as linhas de atendimento.

Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica, diagnóstico ou tratamento. Em caso de sintomas agudos, dor intensa, febre ou sangue na urina, procure atendimento presencial.