Marcar a primeira consulta com um urologista pode gerar dúvidas sobre o que será perguntado, se há exames obrigatórios ou se o tema é “constrangedor”. Na prática, a consulta é um espaço técnico e respeitoso para entender sua queixa, definir exames quando fazem diferença e construir um plano alinhado às suas prioridades.
Use frases concretas: “Levanto 3 vezes à noite para urinar” funciona melhor do que “tenho problema na bexiga”. Para dor, indique local, intensidade (0–10), duração. Para ITU, mencione febre, calafrios, sangue na urina, odor ou dor lombar.
Sobre função erétil ou ejaculação, não há necessidade de eufemismos longos — o vocabulário médico existe justamente para clarificar. Tudo é confidencial dentro dos limites legais do sigilo médico.
Homens acima de 50 anos (ou mais cedo com histórico familiar) podem discutir rastreamento prostático. Mulheres com infecções recorrentes ou incontinência também se beneficiam de avaliação especializada — urologia não é “consultório só masculino”.
Quer orientação individualizada? Agende uma consulta com o consultório ou veja as linhas de atendimento.
Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica, diagnóstico ou tratamento. Em caso de sintomas agudos, dor intensa, febre ou sangue na urina, procure atendimento presencial.
O PSA (antígeno prostático específico) é um exame de sangue que mede uma proteína produzida pela próstata. Ele é útil no acompanhamento da saúde prostática, mas não é um “sim ou não” para câncer. Interpretar o PSA exige contexto: idade, sintomas, medicamentos, infecções recentes e exame físico.
A próstata — glândula do tamanho aproximado de uma castanha, situada abaixo da bexiga — produz parte do líquido seminal. Pequenas quantidades de PSA escapam para a corrente sanguínea o tempo todo. Valores mais altos podem aparecer em situações benignas (próstata aumentada, inflamação) ou em doenças que merecem investigação adicional.
Não existe uma regra única para todos os homens. As sociedades médicas recomendam decisão compartilhada entre médico e paciente, levando em conta:
Um PSA “normal” não garante ausência de doença; um PSA “alto” não confirma câncer sozinho. Exames complementares — repetição do PSA, relação PSA livre/total, ressonância multiparamétrica, biópsia quando indicada — existem justamente para refinar a hipótese.
Infecções urinárias, massagem prostática recente, ejaculação nas 48 horas anteriores e procedimentos na região podem elevar transitoriamente o valor. Por isso, o urologista costuma correlacionar o exame com a história clínica e o toque retal quando apropriado.
Nem sempre. Depende da curva ao longo do tempo, da densidade de PSA, dos achados de imagem e da sua preferência após entender riscos e benefícios.
Não. Também ajuda a monitorar hiperplasia prostática benigna (HPB) e prostatite, além do seguimento após alguns tratamentos prostáticos.
Quer orientação individualizada? Agende uma consulta com o consultório ou veja as linhas de atendimento.
Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica, diagnóstico ou tratamento. Em caso de sintomas agudos, dor intensa, febre ou sangue na urina, procure atendimento presencial.
A litíase renal — popularmente “pedra no rim” — é uma das queixas mais comuns em urologia. A dor da cólica costuma ser intensa e súbita, mas nem todo cálculo dá sintomas. Entender quando buscar ajuda, como investigar e o que muda no dia a dia depois do primeiro episódio faz diferença para evitar repetições.
Classicamente, a dor começa no flanco (lado do costado) e pode irradiar para virilha ou região genital. Pode haver náuseas, vômitos, sudorese e urgência para urinar. Sangue na urina (hematúria) nem sempre aparece, embora seja frequente.
Sinais de alerta que pedem pronto atendimento: febre com dor lombar, incapacidade de urinar, vômitos incoercíveis ou dor que não responde a analgésicos em ambiente hospitalar.
O urologista define o exame de imagem conforme o quadro:
Cálculos pequenos (< cerca de 5 mm) podem ser expelidos com hidratação orientada, analgesia e medicamentos relaxantes da musculatura urinária, quando indicados. Opções intervencionistas incluem litotripsia extracorpórea, ureteroscopia com laser e procedimentos percutâneos para pedras maiores ou múltiplas.
A escolha depende de tamanho, localização, duração da obstrução, função renal e preferências do paciente após explicação clara dos riscos e taxas de sucesso.
Depois do primeiro episódio, vale investigar o “porquê”:
Não para cólica intensa ou febre. Fitoterápicos não substituem diagnóstico por imagem nem tratamento de infecção obstrutiva.
Não há garantia. Acompanhamento clínico e controle de imagem evitam complicações silenciosas.
Quer orientação individualizada? Agende uma consulta com o consultório ou veja as linhas de atendimento.
Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica, diagnóstico ou tratamento. Em caso de sintomas agudos, dor intensa, febre ou sangue na urina, procure atendimento presencial.