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Matheus Gonçalves
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Disfunção erétil: causas comuns, mitos e quando procurar o urologista

Publicado em maio 19, 2026 · Conteúdo educativo para apoiar decisões com o seu médico.

Disfunção erétil: causas comuns, mitos e quando procurar o urologista

A disfunção erétil (DE) — dificuldade persistente em obter ou manter ereção suficiente para relação sexual satisfatória — é mais comum do que se fala em voz alta. Afeta homens de várias idades e, muitas vezes, reflete condições tratáveis como diabetes, hipertensão, estresse ou efeitos de medicamentos. O urologista está preparado para abordar o tema com discrição e objetividade.

Causas frequentes (só corpo e também mente)

  • Vascular — alterações de fluxo sanguíneo (aterosclerose, tabagismo).
  • Neurológica e hormonal — neuropatias, hipogonadismo, alterações de tireoide.
  • Metabólica — diabetes mellitus, síndrome metabólica, obesidade.
  • Psicogênicas — ansiedade de desempenho, depressão, conflitos relacionais.
  • Iatrogênicas — alguns anti-hipertensivos, antidepressivos, antiandrogênios.

Em muitos casos há mais de um fator atuando ao mesmo tempo. Por isso a consulta inclui história detalhada, exame físico e, quando necessário, exames laboratoriais (glicemia, perfil lipídico, testosterona matinal, função tireoidiana).

Mitos que atrasam o tratamento

“É só falta de vontade” — DE orgânica é condição médica, não caráter.
“Remédio azul resolve para sempre sozinho” — inibidores de PDE5 (sildenafil, tadalafil etc.) ajudam muitos casos, mas investigar a causa evita recidivas e detecta doenças cardiovasculares silentes.
“Só acontece com idosos” — jovens também consultam; estresse e substâncias recreativas aparecem na história.

Abordagem terapêutica (sempre individualizada)

  • Mudanças de estilo de vida — atividade física, perda de peso, cessação do tabagismo, sono adequado.
  • Tratamento medicamentoso oral — quando não há contraindicações cardiovasculares.
  • Terapia de testosterona — apenas se houver deficiência confirmada.
  • Outras opções — injeções intracavernosas, dispositivos a vácuo, implantes penianos em casos selecionados refratários.
  • Encaminhamento — psicologia ou sexologia quando o componente emocional predomina.

Como preparar a consulta

Anote quando os sintomas começaram, relação com parceiros, uso de álcool, medicamentos e suplementos. Traga exames recentes. Isso encurta caminhos e evita repetição desnecessária de investigação.

Perguntas frequentes

DE pode ser sinal de problema cardíaco?

Pode elevar alerta precoce para doença vascular. Avaliar pressão, glicemia e hábitos faz parte do cuidado integral.

Suplementos “naturais” são seguros?

Muitos não têm controle rigoroso e podem interagir com remédios prescritos. Informe sempre o que você usa.

Quer orientação individualizada? Agende uma consulta com o consultório ou veja as linhas de atendimento.

Este conteúdo é educativo e não substitui consulta médica, diagnóstico ou tratamento. Em caso de sintomas agudos, dor intensa, febre ou sangue na urina, procure atendimento presencial.

Dr. Matheus Gonçalves
Dr. Matheus Gonçalves
Urologista

Atendimento com explicações claras sobre diagnóstico, opções terapêuticas e expectativas de acompanhamento, respeitando a individualidade de cada paciente.